Fragrâncias Noturnas
Dans le Noir? cria fragrâncias concebidas para despertar os sentidos e as emoções. A noite é o cenário ideal para as apreciar.
Usar um perfume à noite
Associamos espontaneamente o ato de nos perfumarmos ao dia, ao exterior, ao encontro. Um gesto pensado para acompanhar um look, um estado de espírito, uma ocasião. Mas existe outro momento, mais discreto, mais íntimo, em que o perfume pode fazer a sua aparição: à noite, mesmo antes de dormir. Este gesto quase secreto esconde um poder sensorial insuspeito.
Mil e uma noites para perfumar
A noite muda, transforma-se, reinventa-se. De uma noite para a outra, nunca conta a mesma história. Sensorial, íntima, por vezes inquietante, por vezes tranquilizante, não se vê: sente-se, vive-se, explora-se.
A noite como uma evidência
A sensualidade é o território natural da perfumaria. O perfume é um objeto de desejo: capta a atenção, atrai, revela uma parte íntima de si mesmo, sugere sem dizer, seduz.
E então chega a noite. Quando a luz se apaga, as máscaras caem, as emoções ganham vida, os desejos expressam-se mais livremente. A noite torna-se um espaço onde os sentimentos se intensificam, onde a sensualidade assume toda a sua dimensão.
Foi desta aproximação que surgiu a ideia de criar perfumes para a noite, que acompanham, revelam e prolongam o que a noite faz emergir.
Reapropriação do íntimo
Dormir perfumado é restabelecer uma relação instintiva e íntima com o próprio corpo, com o próprio espaço, com o próprio ritmo.
É devolver ao perfume uma função esquecida: a de acompanhar, tranquilizar, ligar.
Ao longo do século XX, o perfume afastou-se progressivamente desta dimensão interior. Tornou-se um sinal exterior, uma assinatura social, por vezes até um slogan olfativo destinado ao olhar dos outros. O seu uso deslocou-se para o dia, para a exposição, para as horas visíveis.
Aos poucos, os rituais da noite foram desaparecendo.
A noite, por sua vez, ficou nua, ou quase.
O prazer do gesto
A escolha do perfume. Aquele momento suspenso em que nos recentramos em nós próprios, em que criamos um ambiente à nossa imagem. O perfume torna-se então uma extensão do toque, uma carícia invisível, um calor silencioso que habita o quarto e acalma a pele. Numa época em que os rituais se desvanecem, em que corremos para o sono, redescobrir este tipo de gesto, lento, íntimo, envolvente, é uma forma de reconciliação: com o próprio corpo, com a noite, consigo mesmo e com a sua sensualidade.